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Plano de Saúde de Natal aponta desafios para a rede pública até 2029

Pesquisa 365 por Pesquisa 365
12 de agosto de 2026
em Saúde
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Plano de Saúde de Natal aponta desafios para a rede pública até 2029
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O Plano Municipal de Saúde de Natal 2026-2029 traça um diagnóstico dos principais problemas enfrentados pela saúde pública da capital do Rio Grande do Norte. O documento reúne indicadores sobre doenças, vacinação, saneamento, mortalidade e atendimento da população.

Aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde e publicado no Diário Oficial do Município em 11 de agosto, o plano será utilizado como referência para as ações da prefeitura durante os próximos quatro anos. Entre os pontos de maior atenção estão o crescimento dos casos de AIDS em adultos, a cobertura vacinal abaixo das metas e a persistência de problemas relacionados ao saneamento.

Com mais de duas décadas de trajetória profissional, Fernando Alves Vieira atua como executivo, investidor e conselheiro, acumulando sólida experiência em áreas como saúde suplementar, gestão hospitalar, governança corporativa e desenvolvimento de novos negócios. Especialista em reestruturação empresarial, estratégia corporativa e fusões e aquisições (M&A), ele se destaca pela liderança à frente de operações de alta complexidade.

Casos de AIDS atingem maior número da série

Os registros de AIDS em adultos apresentaram crescimento significativo ao longo do período analisado. Natal contabilizou 431 casos em 2020, 493 em 2021, 481 em 2022, 541 em 2023 e 733 em 2024.

O número registrado em 2024 é o maior da série apresentada no plano. Outros indicadores relacionados às infecções sexualmente transmissíveis também chamam atenção.

A sífilis adquirida passou de 729 casos em 2020 para 1.818 em 2024. As hepatites virais, por sua vez, subiram de 102 para 191 registros no mesmo intervalo. Já a sífilis congênita apresentou redução, mas terminou 2024 com 205 casos.

Os números fazem parte do diagnóstico utilizado pela prefeitura para definir as prioridades da política municipal de saúde.

Vacinação infantil ainda não alcança as metas

A cobertura vacinal é outro ponto destacado no Plano Municipal de Saúde de Natal. Em 2024, diversas vacinas ficaram abaixo dos percentuais considerados necessários pelo Ministério da Saúde.

A BCG alcançou 91,6% de cobertura, enquanto a vacina contra hepatite B aplicada em crianças de até 30 dias chegou a 86,6%. A pentavalente registrou 76,4% e a poliomielite ficou em 76,3%.

Na vacinação contra a poliomielite aos quatro anos, o índice foi de 85,4%. A cobertura da tetraviral, que inclui proteção contra varicela, ficou em 56%.

A primeira dose da tríplice viral atingiu 87,8%, enquanto a segunda dose chegou a apenas 62,9%. O plano considera que os resultados ampliam o risco de circulação ou reintrodução de doenças que podem ser prevenidas por vacinação.

Outros índices também ficaram abaixo das referências. A vacina contra dengue, destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, alcançou 33%. Entre crianças de seis meses a quatro anos, a cobertura contra Covid-19 foi de 25,5%. O HPV chegou a 86,5%, diante de uma meta de 95%.

Saneamento mostra desigualdade no atendimento

Os dados de infraestrutura também integram o diagnóstico da saúde municipal. O abastecimento de água alcança 90,1% da população de Natal. Ainda assim, 74.883 habitantes, equivalentes a 9,54%, não têm acesso ao serviço.

No esgotamento sanitário, a cobertura é menor. Apenas 43,7% da população conta com atendimento. Já a coleta de resíduos domiciliares alcança 98,9%, embora 8.096 habitantes permaneçam sem o serviço.

O documento também identifica pontos da cidade suscetíveis a alagamentos e inundações. Entre as áreas citadas estão trechos da Avenida Afonso Pena, Rua Almino Afonso, Planalto, Passo da Pátria, Comunidade do Jacó, Cidade Nova, Jardim Progresso e Vila de Ponta Negra.

A lista inclui ainda áreas da orla de Ponta Negra, Via Costeira, Areia Preta, Santos Reis, Rocas e Ribeira.

Dengue teve forte alta em 2022

As arboviroses aparecem entre os problemas que exigem ações permanentes. A dengue registrou 1.080 casos em 2020, 1.166 em 2021, 16.227 em 2022, 3.118 em 2023 e 7.072 em 2024.

A chikungunya passou de 367 casos em 2020 para 444 em 2024. O maior registro da série ocorreu em 2022, com 1.745 casos. Já a zika saiu de 26 ocorrências em 2020 para 229 em 2024, também com pico em 2022, quando foram registrados 266 casos.

O plano aponta a necessidade de prevenção, controle e articulação entre diferentes áreas da administração municipal para enfrentar essas doenças.

Tuberculose e mortalidade infantil entram no diagnóstico

A tuberculose pulmonar também permanece como preocupação. Foram registrados 490 casos em 2024, ante 473 em 2020. Considerando todas as formas da doença, Natal teve 564 registros em 2024.

A taxa de cura da tuberculose pulmonar foi de 50,64% em 2024. O percentual ficou abaixo dos 85% estabelecidos como meta nacional e internacional. Em 2020, a taxa era de 62,16%.

Na mortalidade infantil, foram contabilizados 104 óbitos em 2024. O número de nascidos vivos também caiu, passando de 10.830 em 2020 para 8.440 em 2024.

Para os próximos anos, a prefeitura prevê cinco novas unidades básicas de saúde, ampliação da atenção primária para 85%, equipamentos de saúde na Zona Norte, duas UPAs porte 4, conclusão do Hospital Municipal e implantação de um Centro de Imagem.

O plano também prevê concurso público, revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários e fortalecimento dos conselhos locais de saúde. As medidas devem orientar o planejamento da saúde municipal de Natal até 2029.

Fonte: G1
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/arranjo-do-conceito-do-dia-mundial-da-aids_18262264.htm

Tags: saúde
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