A capital capixaba sedia, entre os dias 4 e 8 de maio, a terceira edição do Festival PCD – Pinta, Canta e Dança. Com atividades no Sesc Glória, no Centro de Vitória, e na APAE Vitória, em Bento Ferreira, o evento reúne oficinas, mostra audiovisual e apresentações abertas ao público. A proposta é ampliar o acesso à cultura para pessoas com deficiência, tanto na fruição quanto na produção artística.
Gratuito, o festival organiza uma programação que combina formação, exibição e circulação de trabalhos desenvolvidos ao longo da semana. As oficinas contemplam áreas como artes visuais, música e expressão corporal. As inscrições foram abertas previamente e se encerraram em 27 de abril.
A iniciativa parte de um modelo em que pessoas com deficiência não ocupam apenas o papel de público. A estrutura do evento foi pensada para garantir protagonismo em todas as etapas, da curadoria à execução. A equipe é composta majoritariamente por profissionais PcD, o que amplia a representatividade e contribui para a construção de um ambiente mais inclusivo.
Para Ana Carolina Borges Torrealba Affonso, fundadora da Casa Arte Vida, a arte altera a forma como o indivíduo se posiciona na sociedade, e que por isso é importante promover a participação de todo cidadão em oficinas de diferentes linguagens artísticas.
Oficinas e troca de experiências
Durante cinco dias, os participantes têm acesso a atividades formativas conduzidas por oficineiros de diferentes regiões do país. A diversidade de origens amplia o repertório das práticas e estimula a troca de experiências entre os envolvidos.
Na APAE Vitória, as oficinas de artes visuais priorizam processos criativos e experimentação. Já no Sesc Glória, as atividades se dividem entre música e expressão corporal, explorando diferentes linguagens e formas de comunicação.
A organização do festival estruturou as oficinas com foco em acessibilidade, considerando adaptações necessárias para diferentes perfis de participantes. A proposta é garantir que o processo formativo seja acessível, sem perder a complexidade artística.
Outro ponto central da programação é a Mostra de Cinema “Outros Sentidos”. A seleção de curtas-metragens aborda temas como deficiência, diversidade e percepção sensorial. As sessões incluem exibições para estudantes e também horários abertos ao público, seguidos de debates com realizadores.
Além da dimensão cultural, o evento também incorpora ações voltadas à inserção no mercado de trabalho. O Banco de Currículos PcD integra a programação como uma ferramenta de conexão entre pessoas com deficiência e empresas, ampliando possibilidades de empregabilidade.
Encerramento com apresentações e debates
A programação se distribui de forma contínua ao longo dos cinco dias. No dia 4 de maio, as primeiras oficinas acontecem simultaneamente na APAE Vitória e no Sesc Glória, marcando o início das atividades formativas.
Nos dias 5 e 6, a agenda mantém o ritmo com oficinas nos dois espaços. A Mostra de Cinema “Outros Sentidos” entra na programação no dia 6, com uma sessão voltada a alunos. No dia seguinte, 7 de maio, o público em geral poderá acompanhar duas sessões abertas.
Ainda no dia 7, as oficinas chegam ao fim com a entrega de certificados aos participantes. O momento marca a conclusão do processo formativo e antecede o encerramento oficial do festival.
O último dia, 8 de maio, concentra as atividades finais no teatro do Sesc Glória. A programação começa com a abertura institucional e segue com um bate-papo com o cineasta e curador da mostra, Daniel Gonçalves. Em seguida, o público acompanha apresentações de música, artes visuais e expressão corporal desenvolvidas pelos participantes das oficinas.
Também está prevista uma apresentação musical com Luiz Amorim, além de uma confraternização aberta ao público, encerrando o evento.
Ao reunir formação artística, exibição audiovisual e ações de empregabilidade, o Festival PCD se consolida como um espaço de inclusão cultural em Vitória. A proposta reforça a importância de iniciativas que ampliem o acesso à arte e promovam a participação de pessoas com deficiência em diferentes etapas da produção cultural.
Fonte: Gazeta
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