O Ceará superou, em 2025, a marca de 140 mil novas empresas constituídas, segundo balanço parcial divulgado pela Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec). Os dados consideram o período de 1º de janeiro a 29 de dezembro e indicam uma aceleração relevante na formalização de negócios em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
De acordo com o levantamento, foram registradas 140.663 novas empresas em 2025. Em 2024, no mesmo recorte temporal, o número chegou a 111.293. A diferença representa um crescimento de 26,4% no volume de constituições, resultado que consolida o Estado entre os mais dinâmicos do país no campo do empreendedorismo formal.
Com esse desempenho, o Ceará encerra o período analisado com 1.082.127 empresas ativas. O volume reflete a ampliação da base produtiva, a confiança de empreendedores no ambiente local e o avanço de políticas voltadas à simplificação de processos e estímulo à atividade econômica.
Setor de serviços concentra maior expansão
Entre os segmentos econômicos, o setor de Serviços manteve a liderança absoluta e foi o principal responsável pelo crescimento observado em 2025. No intervalo de 01/01/2025 a 29/12/2025, foram contabilizadas 97.023 novas constituições, frente a 72.252 no mesmo período de 2024. O avanço de 34,3% evidencia a força de atividades ligadas a tecnologia, serviços pessoais, logística, saúde, educação e prestação de serviços especializados.
O Comércio também apresentou desempenho positivo. Em 2025, foram abertas 34.269 empresas no segmento, número superior às 30.005 registradas em 2024. O crescimento de 14,2% indica recuperação gradual e adaptação do setor às mudanças no consumo e nos modelos de venda.
Já a Indústria manteve trajetória de estabilidade. O setor registrou 9.371 novas empresas em 2025, contra 9.032 no ano anterior, o que representa um crescimento de 3,8%. Embora mais moderado, o resultado aponta resiliência e manutenção do interesse em atividades industriais no Estado.
Capital lidera, interior ganha fôlego
Fortaleza seguiu como o principal polo de abertura de empresas no Ceará. A capital contabilizou 64.529 novos registros em 2025, acima das 56.588 constituições observadas no mesmo intervalo de 2024. O desempenho acompanha a tendência estadual e reforça o peso econômico do município.
O ranking municipal, no entanto, apresentou mudanças relevantes nas posições intermediárias. Caucaia manteve a segunda colocação, enquanto Sobral avançou do quinto lugar em 2024 para a terceira posição em 2025, superando Juazeiro do Norte e Maracanaú. Juazeiro do Norte recuou uma posição, e Maracanaú passou do quarto para o quinto lugar.
A movimentação sugere maior distribuição da atividade empreendedora fora da capital, com crescimento mais consistente em cidades do interior. O cenário indica fortalecimento regional do ambiente de negócios e ampliação das oportunidades de formalização em diferentes áreas do Estado.
Digitalização e simplificação como fatores-chave
Para o presidente da Jucec, Eduardo Jereissati, os resultados estão diretamente ligados às ações do Governo do Estado voltadas à modernização e à redução da burocracia.
“Este balanço parcial demonstra que as medidas adotadas pelo Governo do Estado para simplificar a abertura de empresas têm gerado resultados concretos. A digitalização dos serviços, a integração entre os órgãos licenciadores e programas como o Empresa Mais Simples tornam o Ceará cada vez mais atrativo para quem deseja empreender”, destaca o presidente.
Segundo Jereissati, o fato de o Estado ultrapassar a marca de 140 mil novas empresas antes do fechamento oficial do ano reforça a confiança do empreendedor no ambiente local.
“Ultrapassar 140 mil novos negócios em 2025, mesmo em um balanço parcial, mostra que estamos fortalecendo o empreendedorismo em todas as regiões do Ceará, estimulando a formalização, a geração de emprego e o desenvolvimento econômico”, completa.
A Jucec segue acompanhando a consolidação dos dados até o encerramento do exercício, com a expectativa de confirmar 2025 como um dos anos mais expressivos da história recente do empreendedorismo cearense.
Impactos da reforma tributária para empresas de serviços em 2026
De acordo com estimativas divulgadas por entidades que acompanham a implementação da reforma, atividades que hoje operam sob PIS/Cofins com alíquota reduzida podem migrar para um sistema com cobrança padronizada para todos os setores, o que afeta o preço final e a competitividade.
O advogado tributarista Renan Lemos Villela avalia que 2026 será o primeiro ano de percepção prática das mudanças: “A transição exigirá reorganização interna, revisão de contratos e redimensionamento de custos”. Saiba mais clicando aqui.
Fonte: Secretária do desenvolvimento econômico do Ceará
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