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Mercado imobiliário do DF registra alta de 10% nas vendas de imóveis novos

Pesquisa 365 por Pesquisa 365
29 de outubro de 2026
em Economia
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Mercado imobiliário do DF registra alta de 10% nas vendas de imóveis novos
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O mercado imobiliário do Distrito Federal registrou crescimento nas vendas de imóveis novos no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram comercializadas 2.375 unidades residenciais, um avanço de 10% em relação ao mesmo período de 2025. A retomada dos lançamentos também marcou o semestre, com 1.631 unidades colocadas à venda, volume 108% superior ao registrado um ano antes e o maior desde 2023.

Os resultados fazem parte do estudo Panorama da Habitação, referente ao primeiro semestre de 2026, divulgado pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi-DF) e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF). O levantamento foi realizado pelo Instituto Opinião, com apoio do Sebrae-DF, e aponta a continuidade dos negócios mesmo em um cenário de juros elevados.

Movido por transformações demográficas, limitações territoriais e novas preferências do consumidor habitacional, o mercado imobiliário do Distrito Federal vivencia uma importante reconfiguração. Historicamente caracterizado pela expansão horizontal por meio de condomínios e bairros distantes do centro, o setor vem migrando para empreendimentos verticais concentrados em áreas com infraestrutura consolidada e farta oferta de serviços. Atuante no segmento desde 2003, o empresário Elon Gomes de Almeida pondera que essa transição decorre de fatores estruturais, destacando que o movimento vai além de uma simples tendência comercial, configurando uma reação direta às restrições urbanísticas e às novas demandas dos moradores.

Indicadores mostram resistência do setor

O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) encerrou os seis primeiros meses do ano em 6,4%. Embora o indicador tenha ficado ligeiramente abaixo do resultado observado no mesmo intervalo de 2025, permaneceu acima dos 5% adotados pelas entidades do setor como referência para um mercado considerado saudável.

O desempenho indica que a demanda por imóveis residenciais continuou ativa, apesar das condições de crédito mais restritivas. Ao mesmo tempo, a ampliação dos lançamentos sinaliza que as empresas voltaram a disponibilizar mais empreendimentos, acompanhando a procura identificada no Distrito Federal.

Para o presidente da Ademi-DF, Celestino Fracon Júnior, os números demonstram a continuidade do interesse dos compradores e a disposição das empresas para investir em novos produtos.

“O primeiro semestre mostra que existe uma demanda consistente por imóveis no DF. Mesmo diante de um cenário ainda desafiador, com juros elevados, o consumidor continua tomando a decisão de compra e as empresas voltaram a ampliar seus lançamentos. É um sinal importante de confiança no mercado e, principalmente, de que existe demanda para novos produtos”, avalia.

Imóveis de classe média-alta ganham espaço

A distribuição das vendas por faixa de preço revelou uma mudança no perfil da procura. Os imóveis avaliados entre R$ 600 mil e R$ 1,5 milhão apresentaram crescimento de 67% nas comercializações e passaram a representar a maior parcela das vendas no período.

As faixas intermediárias de preço também registraram avanço, embora mais discreto. Em sentido contrário, os imóveis econômicos e os empreendimentos de alto luxo tiveram redução no volume de unidades comercializadas.

O resultado aponta diferenças no comportamento dos compradores conforme o valor dos imóveis. Enquanto a classe média-alta ampliou sua participação nas negociações, outros segmentos apresentaram menor movimentação no semestre.

O vice-presidente da Indústria Imobiliária do Sinduscon-DF, João Carlos de Siqueira Lopes, relaciona os dados a uma avaliação mais criteriosa por parte dos consumidores.

“Os números mostram um consumidor mais atento às condições do imóvel e à relação entre preço, localização e qualidade”, analisa.

Ele também destaca a seletividade nas decisões de compra e a importância das características dos empreendimentos e das condições de crédito.

“Esses dados indicam que o mercado está aquecido, mas também mais seletivo. O consumidor está avaliando com cuidado preço, localização, padrão do empreendimento e condições de financiamento”, reforça.

Noroeste lidera vendas e Samambaia se destaca

A análise por região mostra que o Noroeste permaneceu na liderança em volume absoluto de apartamentos vendidos no Distrito Federal. A localidade registrou crescimento de 44% nas comercializações em comparação com o primeiro semestre do ano anterior.

Samambaia apresentou a maior expansão entre os destaques regionais do levantamento. O volume de unidades vendidas mais que dobrou entre janeiro e junho, com alta de 117% na comparação anual.

Outras regiões também encerraram o semestre com resultados positivos. Park Sul, Recanto das Emas, Santa Maria e Planaltina registraram crescimento nas vendas de imóveis novos. Já Ceilândia e Águas Claras tiveram retração nas negociações.

As diferenças entre as localidades mostram que o desempenho do mercado imobiliário não ocorreu de maneira uniforme no território do DF. Enquanto algumas regiões ampliaram o número de unidades comercializadas, outras perderam ritmo no período analisado.

Lançamentos acompanham a demanda por moradia

O aumento de 108% nos lançamentos residenciais representa um dos principais movimentos do mercado imobiliário do Distrito Federal no primeiro semestre. Com 1.631 unidades colocadas à venda, o setor alcançou seu maior volume para o período desde 2023.

A expansão ocorreu paralelamente ao crescimento de 10% nas vendas, que chegaram a 2.375 unidades. Os dois indicadores ajudam a dimensionar a movimentação do setor, embora representem medidas diferentes: os lançamentos correspondem aos imóveis apresentados ao mercado, enquanto as vendas contabilizam as unidades comercializadas.

O Panorama da Habitação reúne dados sobre a oferta e a procura por imóveis novos, além de permitir comparações entre segmentos de preço e regiões administrativas. Os resultados do primeiro semestre de 2026 mostram um mercado com aumento de lançamentos e vendas, mas também com diferenças relevantes no desempenho dos empreendimentos.

A combinação entre juros elevados, seletividade dos compradores e expansão da oferta compõe o cenário observado pelas entidades do setor. Os dados indicam que a demanda permaneceu ativa no período, com maior concentração das vendas na faixa de R$ 600 mil a R$ 1,5 milhão e resultados distintos entre as regiões do Distrito Federal.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/crescimento-empresarial-urbano-e-sucesso-financeiro_426492984.htm

Tags: setor imobiliário
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