A rede hoteleira do Rio de Janeiro operou praticamente com lotação máxima no Carnaval. A taxa média de ocupação na capital chegou a 99,02%, superando o índice de 98,62% verificado no ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Sindicato dos Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro.
O resultado confirma o impacto da festa na economia do turismo e reforça a relevância do período para hotéis, restaurantes e comércio. Com blocos de rua espalhados por diferentes bairros, desfiles e dias de sol nas praias, a cidade registrou grande fluxo de visitantes ao longo do feriado.
A comparação com 2025 mostra avanço na média geral, ainda que em patamar já elevado. A taxa acima de 99% indica que quase todos os quartos disponíveis na rede formal foram ocupados durante o período de maior movimento.
Bairros da Zona Sul lideram ocupação
Entre as regiões analisadas, o trecho que vai da Glória a Botafogo apresentou o melhor desempenho, com 99,89% de ocupação. Ipanema e Leblon vieram logo depois, com 99,75%.
O Centro registrou 99,47%, enquanto Leme e Copacabana atingiram 99,46%. Já a região que inclui Barra da Tijuca, Recreio e São Conrado ficou com 97,98%.
Os números revelam procura intensa tanto em áreas tradicionais do turismo internacional quanto em bairros que concentram hotéis voltados a diferentes perfis de público. A ocupação elevada no Centro reflete a concentração de blocos e eventos na região, além da facilidade de acesso a outros pontos da cidade.
Para o presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, o cenário nas ruas ajudou a consolidar o desempenho da hotelaria. “Uma festa tipicamente carioca, com hospitalidade e alegria, que resultou em hotéis cheios e benefícios para o turismo – bares, restaurantes e shoppings – e para toda a cidade”, disse Lopes.
A avaliação destaca o efeito multiplicador do Carnaval. Além da hospedagem, setores como alimentação, transporte e comércio registram aumento na movimentação. O período é considerado estratégico para a geração de receita e manutenção de empregos ligados ao turismo.
Interior fluminense mantém alta demanda
Fora da capital, o movimento também foi expressivo. De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro, a taxa média de ocupação no interior do estado chegou a 83,89%.
Entre os destinos mais procurados, Arraial do Cabo liderou com 95,40%. Miguel Pereira alcançou 94,40%, seguido por Angra dos Reis, com 93,90%.
Armação dos Búzios registrou 85,80%, enquanto Vassouras ficou com 84,90%. Nova Friburgo teve 83,80% e Paraty, 83,70%. Valença e Conservatória chegaram a 83,40%. Rio das Ostras atingiu 83,20%.
Barra do Piraí e Ipiabas marcaram 82,80%. Cabo Frio ficou com 80,80%, e Teresópolis, com 80,10%. Macaé e Petrópolis registraram 75,40%. Itatiaia e Penedo encerraram o período com 75,30%.
Os dados indicam forte procura por destinos litorâneos, mas também mostram desempenho consistente em cidades serranas e históricas. O Carnaval no interior combina programação local, turismo de natureza e alternativas para quem prefere evitar a concentração da capital.
Reflexos na economia do turismo
A ocupação acima de 99% no Rio de Janeiro confirma o peso do Carnaval para o setor hoteleiro e para a economia fluminense. O desempenho superior ao de 2025 reforça a tendência de alta demanda durante grandes eventos.
Com hotéis praticamente cheios e fluxo intenso de visitantes, o feriado consolida sua posição como um dos períodos mais importantes do calendário turístico. O resultado divulgado pelas entidades do setor sinaliza estabilidade na procura e fortalece a expectativa para os próximos eventos na cidade e no estado.
Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/bagagem-preta-e-chapeu-no-quarto-de-hotel-moderno-com-janelas-cortinas-e-cama-hora-de-viajar-relaxamento-viagem-viagem-e-conceitos-de-ferias_9223678.htm
