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A técnica ICSI redefine a reprodução assistida de cavalos no Brasil

Pesquisa 365 por Pesquisa 365
19 de janeiro de 2026
em Economia
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A técnica ICSI redefine a reprodução assistida de cavalos no Brasil
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A reprodução assistida deixou de ser exceção na equinocultura de elite brasileira. Criadores de diferentes modalidades, como corrida, salto, laço e marcha, passaram a adotar biotecnologias para acelerar ganhos genéticos e reduzir perdas reprodutivas. Entre essas técnicas, a ICSI, sigla para Intra Cytoplasmic Sperm Injection, vem ocupando espaço crescente por combinar controle, eficiência e uso racional do sêmen de garanhões valorizados.

A ICSI é amplamente utilizada na medicina veterinária de equinos e se consolidou como alternativa viável para situações em que métodos convencionais apresentam limitações. O procedimento permite a produção de embriões mesmo a partir de pequenas quantidades de sêmen, inclusive congelado ou com baixa motilidade, o que amplia o alcance genético de animais com alto valor zootécnico.

Como funciona a técnica ICSI na reprodução equina

O processo começa com a coleta dos oócitos da égua doadora por meio da técnica conhecida como OPU, sigla para Ovum Pick Up. Esse procedimento é realizado com acompanhamento ultrassonográfico e permite a aspiração dos óvulos diretamente dos folículos ovarianos. Após a coleta, os oócitos são levados ao laboratório para maturação.

Paralelamente, é realizada a preparação do sêmen do garanhão escolhido. Diferentemente da fertilização convencional, a ICSI utiliza apenas um espermatozoide por óvulo. Com o auxílio de micromanipuladores, o profissional injeta diretamente o espermatozoide no citoplasma do oócito, em ambiente totalmente controlado.

Após a fertilização in vitro, os embriões são cultivados por alguns dias em incubadoras específicas, até atingirem o estágio adequado para a transferência. Em seguida, são transferidos para uma égua receptora, que será responsável pela gestação até o nascimento do potro.

Principais benefícios da ICSI para criadores de cavalos

Um dos principais ganhos da ICSI está no aproveitamento máximo do sêmen. Uma única coleta pode ser suficiente para gerar diversos embriões, o que reduz custos e preserva material genético raro. Esse fator é especialmente relevante quando se trata de garanhões idosos, com produção seminal limitada, ou mesmo já falecidos, desde que exista material congelado.

A técnica também reduz riscos sanitários, já que todo o processo de fertilização ocorre em laboratório, sob condições controladas. Além disso, a ICSI apresenta bons resultados em éguas com histórico de baixa fertilidade, problemas uterinos ou falhas repetidas em inseminações artificiais e transferências convencionais de embriões.

Outro benefício importante é a otimização do tempo. A multiplicação genética ocorre de forma mais rápida, permitindo ao criador planejar melhor o plantel e atender à demanda do mercado por animais com genealogia comprovada e desempenho esportivo.

Impactos da ICSI na equinocultura brasileira

A adoção da ICSI representa uma mudança estrutural na equinocultura nacional. A técnica possibilita a produção de potros ao longo de todo o ano, independentemente da estação reprodutiva, o que traz previsibilidade ao manejo e ao calendário comercial dos criatórios.

Além disso, a facilidade no transporte de sêmen e embriões favorece a integração do Brasil ao mercado internacional de genética equina. Criadores passam a ter acesso a linhagens estrangeiras e, ao mesmo tempo, conseguem exportar material genético nacional com maior segurança e eficiência logística.

Do ponto de vista do bem estar animal, a ICSI também se destaca. O menor número de coletas e manipulações físicas reduz o estresse sobre garanhões e éguas doadoras, sem comprometer os resultados produtivos.

ICSI e o futuro do melhoramento genético equino

A técnica ICSI já se consolidou como ferramenta estratégica para quem investe em genética de cavalos no Brasil. Centros especializados, distribuídos por diferentes regiões do país, oferecem a tecnologia com protocolos cada vez mais padronizados e taxas de sucesso consistentes.

Ao permitir maior controle sobre cruzamentos, preservação de linhagens e uso eficiente de recursos reprodutivos, a ICSI contribui para elevar o padrão da equinocultura brasileira. Trata se de uma tecnologia que alia ciência, planejamento e mercado, com impacto direto na qualidade dos animais produzidos e na competitividade do setor.

Com a expansão do acesso e a capacitação técnica, a expectativa é de que a ICSI continue a se difundir entre médios criadores, consolidando se como parte do manejo reprodutivo moderno da equinocultura nacional nos próximos anos, especialmente.

Inovação e modernização na criação de cavalos de elite

A criação de cavalos de elite no Brasil já reúne quase 6 milhões de animais, movimenta R$ 30 bilhões por ano e envolve mais de 200 mil criadores, segundo dados consolidados do setor equino. Além do impacto econômico, pesquisas internacionais mostram que avanços em reprodução, genética, análise biomecânica e monitoramento fisiológico estão redefinindo os padrões de manejo em haras de elite em países como Estados Unidos, Argentina e Reino Unido.

Para Gonçalo Borges Torrealba, empresário e um dos criadores brasileiros com operação nos dois maiores mercados do mundo, Brasil e Estados Unidos, a tecnologia deixou de ser um diferencial e se tornou uma exigência competitiva. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: Globo Rural
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/um-cientista-embacado-segurando-uma-placa-de-petri_12892395.htm

Tags: Gonçalo Borges Torrealba
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